quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Engenharia de Petróleo


Bacharelado em Engenharia de Petróleo:
É o conjunto de técnicas usadas para a descoberta de poços e jazidas e para a exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural. O bacharel em Engenharia de Petróleo, ou engenheiro de petróleo, tem como campo de atividade petroleiros, refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. Com seus conhecimentos em engenharia, geofísica, mineração e geologia, ele trabalha na descoberta de jazidas de petróleo e também em poços de gás natural. É da responsabilidade desse profissional desenvolver projetos que visem à exploração e à produção desses bens sem prejuízo ao meio ambiente nem desperdício de material. Além disso, cuida do transporte do petróleo e seus derivados, desde o local da exploração até a chegada na refinaria. Esse especialista também pode atuar em consultorias ambientais e no setor de exportação e importação, fazendo pesquisas de preços de matérias-primas ou captando compradores. É requisito da profissão conhecer a legislação internacional que regula as atividades ligadas ao petróleo e seus derivados e, como a maior parte das empresas do setor é estrangeira, é necessário ter fluência em inglês.
O mercado de trabalho:
O mercado do pré-sal está impulsionando a corrida para formar 250 mil novos profissionais até 2016 – entre eles, o engenheiro de petróleo. “As operadoras, como Petrobras e Shell, estão ativas por causa da economia brasileira e do bom relacionamento do país com o mercado internacional. Como exploração e produção têm custos elevados, essas características nacionais diminuem os riscos. No Oriente Médio, por exemplo, existem a instabilidade política e a possibilidade de conflitos”, afirma Rogério Fernandes de Lacerda, coordenador do curso da UFF. Além de atuar na exploração, o profissional é contratado para trabalhar em perfuração, transporte, instalação de sistemas submarinos, de gasodutos e no desenvolvimento de projetos. A Exxon, multinacional com concessão para a exploração do petróleo em território nacional, é uma das principais empregadoras, juntamente com Petrobras, Shell, AGX e empresas prestadoras de serviços. O Rio de Janeiro concentra 80% da produção do petróleo nacional e costuma apresentar mais oportunidades de emprego. Mas a Região Nordeste já conta com o Polo Petroquímico de Camaçari (BA), com a refinaria da Petrobras de Pernambuco, que deve começar a funcionar em 2011, outra refinaria no Maranhão, cuja entrada em operação está programada para começar em 2013, e a do Rio Grande do Norte, que deve começar a operar no segundo semestre de 2010. Além disso, sempre em razão da exploração do pré-sal, está prevista a construção de uma refinaria da Petrobras no Ceará.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Engenharia Cartográfica e de Agrimensura


Bacharelado em Engenharia Cartográfica e de Agrimensura
É o ramo da engenharia que capta e analisa dados geográficos para a elaboração de mapas. Com base em pesquisas de campo e cálculos, esse engenheiro planeja, orienta, dirige e supervisiona o levantamento, a análise e a interpretação de aspectos geográficos e físicos de uma região para produzir mapas e cartas impressas ou digitais. Ele utiliza dados de diversos sistemas, incluindo os orbitais e aéreos, e os sensores a bordo de embarcações marítimas ou fluviais. Na área de agrimensura, prepara áreas para obras urbanas, de infraestrutura hidráulica, sanitária, elétrica ou de transportes. Por meio de levantamentos em solo ou por intermédio de fotografias aéreas, satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global (GPS), esse profissional mede as dimensões de terrenos e pesquisa as características do solo e do relevo de uma área. Seu trabalho serve de base para que engenheiros civis tenham as condições necessárias para a construção de prédios, estradas, barragens ou redes de água e esgoto ou de energia elétrica. Apto a orientar projetos de loteamento e a definir o traçado de cidades, costuma prestar consultoria para prefeituras, indústrias e grandes construtoras. Ele atua também na criação, organização e atualização de arquivos de informações geográficas e topográficas.
O mercado de trabalho
As prefeituras municipais, principalmente de cidades do interior, costumam requisitar bastante esse profissional. Ele é solicitado para atividades como fazer o cadastro técnico rural e urbano do município e também para atualizar sistemas cadastrais para a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). As grandes obras, como construção e recuperação de rodovias e exploração de minas, também compõem um mercado interessante para o profissional. “Esse engenheiro é contratado para atuar em projetos, no sensoriamento remoto, em geoprocessamento e topografia, enfim, para fazer todo o planejamento territorial”, afirma Fernando Alves Pinto, coordenador do curso da UFV. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é um tradicional empregador do bacharel. A demanda existe em todo o país, mas é preciso se dispor a trabalhar em locais que nem sempre oferecem infraestrutura adequada. “Conviver com condições adversas é uma realidade, e o formado tem de estar preparado para isso”, alerta o professor Fernando Alves Pinto.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Engenharia de Materiais


Bacharelado em Engenharia de Materiais:
É o ramo da engenharia voltado para a pesquisa de materiais e de novos usos industriais para os materiais já existentes. O bacharel atua na gestão, supervisão e orientação técnica de projetos e processos de produção, transformação e uso de materiais. Esse profissional pesquisa e cria materiais, como resinas, plásticos, cerâmicas e ligas metálicas. Aperfeiçoa suas propriedades e estabelece novas combinações, que resultam em produtos inéditos. Ele também estuda alternativas de aplicação de materiais já conhecidos em diversos tipos de produto. Esse engenheiro se responsabiliza por todo o processo, da seleção da matéria-prima e definição dos métodos de produção à utilização do material. Podem ser boas as perspectivas de trabalho em indústrias petroquímicas, siderúrgicas e automobilísticas e no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem de plásticos.
O mercado de trabalho:
As indústrias petroquímica e siderúrgica são as que mais empregam esse profissional, que, pelo aquecimento da economia nacional, vem encontrando boas oportunidades de trabalho. A Vale é um tradicional empregador. Além disso, a instalação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) no país abre expectativas de emprego para os que já possuem experiência e também para os recém-formados. “O engenheiro é procurado para trabalhar no projeto, desenvolvimento e produção de novos materiais, também para controlar os processos de fabricação e atuar na transformação da matéria-prima mineral”, afirma Cláudio Geraldo Schön, coordenador do curso da USP. A área de metais é a que mais recebe investimentos no país e tem a maior demanda por profissionais. A indústria de polímeros também acena com boa expectativa devido ao aumento da produção petrolífera e à possibilidade de criação de novos produtos. No Sul, predomina a indústria cerâmica, com as áreas de pisos, revestimentos e porcelanas. Cecrisa, Eliane, Portinari são tradicionais empregadores nesse ramo. A preocupação com o meio ambiente também incentiva as indústrias a contratar o profissional para o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem e reaproveitamento de resíduos, com as quais ele cria produtos que possam ser recolocados no mercado. São Paulo, pelo tamanho do parque industrial, concentra boa parte das vagas. No Rio, a presença da CSA aumenta as oportunidades. Além disso, a região conhecida como Vale do Aço, no leste do estado de Minas Gerais, pode demandar muitos profissionais.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

sábado, 8 de janeiro de 2011

Engenharia Metalúrgica





Bacharelado em Engenharia Metalúrgica:
É o conjunto de conhecimentos empregados na transformação de minérios em metais e ligas metálicas e em suas aplicações industriais. Com profundo conhecimento dos metais e de suas propriedades, esse engenheiro é responsável pelo beneficiamento de minérios e por sua transformação em metais e ligas metálicas. Ele atua em todo o processo, desde extração, refino e conformação até a obtenção de produtos com estrutura e propriedades ajustadas às diferentes finalidades. Esse profissional desenvolve e adapta esses metais para os mais diversos usos industriais, desde a confecção de chapas e vigas para a construção civil até a produção de latas de refrigerante, implantes ortopédicos e trens de pouso de aviões. Ele também combina metais com outros materiais, como vidro, plástico ou cerâmica, criando compostos com novas propriedades. Presente em quase todos os segmentos industriais, esse profissional é indispensável nas indústrias de base e no setor metalúrgico.
O mercado de trabalho:
Há boas expectativas para esse mercado. De acordo com os dados do último Congresso Brasileiro do Aço, realizado em maio, a previsão de produção para 2010 é de 33,2 milhões de toneladas de aço, quantidade 25% maior que a do ano passado. De olho nisso, as empresas voltaram a contratar. “E, com a exploração na camada de pré-sal, cresce a necessidade de novos aços para serem usados na tubulação que retira a matéria-prima do subterrâneo. Isso movimenta a indústria e o mercado de trabalho”, afirma Geralda Duraes de Godoy, coordenadora do curso da UFMG. Empresas como Usiminas, Açominas, Vallourec & Mannesmann e ArcelorMittal são tradicionais empregadoras desse profissional. De acordo com Geralda Godoy, o setor siderúrgico é o que mais absorve os bacharéis. Eles trabalham com a extração de alumínio, cobre, ouro e a produção de aço e outros metais. Também são contratados para atuar na transformação desses metais para uso industrial, como a produção de chapas metálicas. Minas Gerais é o estado que mais emprega esses engenheiros, seguido de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraná. E o perfil desse mercado profissional vem mudando. Hoje há muitas mulheres disputando espaço num campo antes totalmente masculino.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Engenharia Aeronáutica


Bacharelado em Engenharia Aeronáutica:
É o ramo da engenharia que se ocupa do projeto e da manutenção de aeronaves e do gerenciamento de atividades aeroespaciais. O engenheiro aeronáutico envolve-se no projeto e na construção de todos os tipos de aeronave, como aviões, helicópteros, foguetes e satélites. Esse profissional é fundamental para a segurança de qualquer voo. É ele o responsável pelo processo de manutenção, pela realização de reparos e pelas inspeções periódicas da estrutura e dos equipamentos, como asas, motores e fuselagem. Cuida também dos sensores e instrumentos de controle. Além de fabricar aviões, pode gerenciar obras e serviços ligados à infraestrutura aeronáutica, como a construção de aeroportos, o planejamento de linhas e o gerenciamento de tráfego aéreo.
O mercado de trabalho:
Como outros profissionais do setor, o engenheiro aeronáutico encontra um momento favorável no mercado de trabalho. “As companhias aéreas voltaram a dar empregos, as vendas também aumentaram e fabricantes, como a Embraer, estão contratando mais profissionais”, afirma Flávio Luiz da Silva Bussamra, coordenador do curso do ITA. Os bacharéis são contratados para trabalhar na indústria aeronáutica, no projeto e na manutenção de aeronaves e também nos órgãos de controle de tráfego aéreo. Escritórios de consultoria também demandam esse profissional, assim como a Agência Espacial Brasileira (AEB), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Aeronáutica. Nesse último caso, porém, os cargos são restritos as militares. Além da boa graduação, o mercado também exige profissionais que dominem o inglês e é desejável uma pós-graduação. “Essa já é uma exigência de muitas empresas. Algumas só contratam com o mestrado profissional”, afirma o professor do ITA. São José dos Campos (SP), sede da Embraer e de um conglomerado de empresas do setor, é o polo empregador. A capital paulista, pela grande frota de helicópteros, também é um bom mercado para esse bacharel.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Engenharia Eletrônica


Bacharelado em Engenharia Eletrônica:
É a modalidade da engenharia que se ocupa do projeto e desenvolvimento de componentes, equipamentos e sistemas eletroeletrônicos, utilizados na área de automação industrial, sistemas de potência, bioengenharia e eletrônica de consumo (rádio, TV e vídeo). O profissional atua na área de materiais eletroeletrônicos, sistemas de medição e de controle eletroeletrônico, desenvolvimento de sistemas, sistemas embarcados, equipamentos biomédicos e informática médica. Entre suas responsabilidades estão a instalação, a operação e a manutenção desses sistemas e equipamentos. Também faz estudos de viabilidade técnico-econômica, executa e fiscaliza obras e serviços técnicos e efetua vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres.
  O mercado de trabalho:
“De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, a demanda atual para esse engenheiro é 50% maior do que o número de profissionais que entram no mercado todos os anos”, conta Egon Luiz Muller Júnior, coordenador do curso da Unifei, em Minas Gerais. Ele é contratado para desenvolver, produzir e comercializar equipamentos eletroeletrônicos, tanto em microempresas como nas multinacionais. Também pode atuar como autônomo. As cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e São José dos Campos concentram as principais vagas.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

sábado, 1 de janeiro de 2011

Engenharia Industrial




Bacharelado em Engenharia Industrial:
É a área que cuida dos recursos necessários à produção industrial. Esse profissional é o típico engenheiro de chão de fábrica, que acompanha de perto a implantação e a manutenção da infraestrutura industrial, como redes de água e de gás, pontes e esteiras rolantes. Ele organiza e administra as instalações industriais, desde a chegada da matéria-prima à fábrica até o controle de qualidade do produto final, seguindo o cronograma estabelecido. Esse é o especialista encarregado de fazer a ligação entre o engenheiro responsável pelo projeto de máquinas e o engenheiro de produção, que cuida da organização do trabalho. O profissional de engenharia industrial analisa custos, gerencia a mão de obra e administra o uso de equipamentos e matérias-primas. Ele pode se dedicar a diversos ramos das engenharias, como mecânica, madeireira ou química.
O mercado de trabalho:
Em razão de ser um profissional generalista, o engenheiro industrial pode trabalhar nos setores petrolífero, cosmético, farmacêutico, de tecnologia e de autopeças, entre outros. As empresas costumam requisitar o engenheiro industrial para trabalhar na área de projetos e nas novas linhas de produção. Também existe boa possibilidade de demanda nos setores de telecomunicações e de geração de energia. A construção de uma base da Petrobras em Itajaí, no estado de Santa Catarina, aumenta a expectativa de emprego naquele mercado. A previsão é de que até 2017 a empresa esteja funcionando plenamente. “Toda a construção e os reparos dos equipamentos de prospecção da nova base serão feitos na cidade de Itajaí, abrindo possibilidades fantásticas de trabalho. E, com a vinda da Petrobras, outras empresas do setor também devem se instalar por aqui nos próximos anos”, afirma Roberto Barddal, coordenador do curso da Univali. Nas regiões Sudeste e Nordeste, a maior procura por esse profissional vem da indústria automobilística. Já a Região Centro-Oeste conta com indústrias especializadas em máquinas para agricultura, com oportunidades para profissionais especializados nesse setor.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).